O II Colóquio de Humanidades Digitais: Humanidades Digitais ‘Glitch’ retorna à problemática do que são as Humanidades Digitais. Seria o termo apenas uma designação para o encontro entre as humanidades e as tecnologias digitais, como nos lembram seus usos iniciais? Ou teriam as Humanidades Digitais uma potencialidade única para provocar reflexões sobre nossa relação com o digital e produzir novos paradigmas, possibilitando a produção política de modos outros de engajamento com suas problemáticas e potencialidades?
A palavra em língua inglesa glitch faz referência a falhas técnicas inesperadas em sistemas informatizados, como softwares, videogames, imagens, vídeos, áudios e outros artefatos digitais. Essas falhas, enquanto costumam resultar de problemas no funcionamento desses sistemas, ganham significação distinta ao tornarem-se objetos de exploração artística, musical e filosófica e ao fazerem o convite a se conceber processos de experimentação e abertura a processos de hibridação tecnológica. Enquanto o glitch tradicionalmente concebido resulta de acidentes, erros, e falhas que remetem ao inesperado, o glitch produzido na música, na arte e a partir da reflexão humana comporta ações intencionais, como manipulações e alterações físicas em hardwares ou alterações no nível do código, no caso de softwares e outros arquivos digitais.
Poderiam as Humanidades Digitais habitarem um espaço de abertura radical a processos de digitalização e processos digitais ‘nativos’, isto é, possíveis apenas através do digital? De que maneira essa abertura radical e possibilidade de experimentação e hibridação permitem refletir sobre o digital enquanto fenômeno humano e social, e as subjetivações,
hierarquias e relações de poder que o atravessam?
Venha refletir conosco sobre as trajetórias e bifurcações das Humanidades na era digital.
Programação
7 de maio
8h30 – Abertura
9h – Mesa: “Além do imperativo da digitalização: gambiarras, falhas, glitch.”
Fernanda Bruno (UFRJ), José Messias (UFF), Thallita Gabrielle Lopes Lima (UFFRJ/CESEC), Ricardo Gimenes (Inovação Gileade). Moderação: Luisa Lobato (LABHD PUC-Rio)
11h30 – Mesa: Ciberfeminismos
Danielle Costa (UFPA), Christine Greiner (PUC-SP), Rachel Douglas-Jones (IT University, Copenhague). Moderação: Monah Winograd (Departamento de Psicologia e LABHD PUC-Rio
14h – Palestra: “Construindo uma IA mais Governável e Epistêmica”
Prof. Renato Cerqueira (Instituto PUC-Behring de Inteligência Artificial)
15h30 – Oficina: Pedagogia do Protagonismo Juvenil na Periferia da Amazônia: “AGENTES ECO TECH”
Facilitação: Projeto Inovação Gileade
8 de maio
9h – Workshop de pesquisa
13h – Hackaton “Gambiarra, Adaptação e Sociedade”
Facilitação: José Messias, Dara Coema, Kennet Medeiros, Iasmin Barbosa (UFF)
15h30 – Mesa & Keynote: Tecnologias Digitais, hibridação e antropoceno
Jennifer Gabrys (Keynote – Departamento de Sociologia – Universidade de Cambridge), Magda Ribeiro (UFMG), Ivan da Costa Marques (UFRJ)
Inscrições: https://forms.cloud.microsoft/r/pJjGhtgEsE
